Leia
Portal
 
    
Alto índice glicêmico na gravidez pode prejudicar a criança

Patricia Zwipp

 Se você está grávida e abusa na hora de se alimentar, é melhor deixar de lado esse hábito para garantir a saúde do seu filho. Um estudo apontou que dietas com alto índice glicêmico (IG) durante o terceiro trimestre da gestação podem fazer com que a criança nasça mais pesada e com maior risco de desenvolver obesidade infantil. A conclusão foi publicada no Jornal Britânico de Obstetrícia e Ginecologia.

 

 De acordo com o site Science Daily, para chegar a esse resultado, cientistas do Instituto Conway de Pesquisa Biomolecular e Biomédica da Universidade de Dublin e do Hospital e Maternidade Nacional, ambos na Irlanda, analisaram algumas ovelhas. O animal é usado há cerca de 40 anos para obter informações sobre a relação entre mães e bebês humanos.

É que a ovelha apresenta elementos da gravidez parecidos, incluindo função metabólica e transporte de nutrientes, segundo o Science Daily. Além disso, pesa de 65 a 85 kg, tem média de 17 dias de ciclo reprodutivo e usualmente tem um ou dois filhotes por vez, com período de gestação relativamente longo, de 147 dias.

"Pela primeira vez, os resultados mostram que ovelhas alimentadas com comidas de alto índice glicêmico duas vezes ao dia além das refeições normais, durante o último trimestre da gravidez, deram à luz filhotes mais pesados e com crescimento mais rápido", diz um dos autores do estudo, Alex Evans, professor associado de fisiologia animal da Universidade de Dublin.

O índice glicêmico mede como o alimento aumenta os níveis de glicose no sangue. "Representa a qualidade de uma quantidade fixa de carboidrato disponível de um determinado alimento, em comparação a um alimento-controle, que normalmente é o pão branco ou a glicose. Atualmente utiliza-se o pão branco por ter resposta fisiológica melhor que a da glicose", afirma a Sociedade Brasileira de Diabetes.

Os alimentos com índices menores que 75 são considerados de baixo IG, enquanto os maiores de 95, de alto. Confira a tabela da Sociedade Brasileira de Diabetes no link acima.
  Especial para Terra

 
Alcoolismo começa cada vez mais cedo
Pessoas que começam a beber cedo, na adolescência, estão se tornando alcoólatras também cada vez mais cedo, por volta dos 30 anos de idade. Três décadas atrás o vício acometia bebedores mais maduros, por volta da faixa dos 50 anos porque os jovens naquela época iniciavam o hábito de beber mais tarde do que as atuais gerações. É o que demonstra pesquisa do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), da Secretaria Estadual da Saúde realizada de janeiro a setembro deste ano. O levantamento mostra que a maioria (41%) das pessoas que começou a beber na adolescência se tornou alcoólatra a partir dos 34 anos. Foram ouvidos 285 dependentes crônicos moradores da região central da capital atendidos pelos profissionais do serviço.

Segundo o levantamento, 41% dos 285 pacientes diagnosticados como alcoólatras, e que portanto passaram a fazer tratamento na unidade, tinham entre 34 e 44 anos. A grande maioria deles (89%) era homem. A faixa etária dos 45 aos 55 anos respondeu por 23% dos pacientes. Outros 18,2% tinham entre 23 e 33 anos.

(Yahoo notícias)

Colaboração: Thiago Leal
 
Colostro contém anticorpos e vitaminas essenciais
O leite materno traz diversos benefícios para o bebê, que vão desde a prevenção de infecções até o aumento da imunidade. A maioria das pessoas reconhece os benefícios do leite materno, mas e o mel que sai antes? O valor do colostro, uma “vacina natural”, foi desprezado durantes séculos. Essa substância rica é produzida no final da gravidez e durante três dias após o parto. É quase invisível – muitas mães simplesmente têm de confiar que o estão produzindo. Quanto antes o bebê começar a sugar, melhor: por algumas horas depois do parto o colostro contém quantidades imensas de anticorpos. No primeiro dia, ele é abundante em ácidos graxos, fatores de crescimento, vitaminas e zinco; aumenta as defesas imunológicas e tem propriedades antiinfecciosas, além de ser particularmente rico em vitamina A, que suplementa as baixas reservas do fígado do recém-nascido. Porém, essa potência tem vida curta: à medida que o leite substitui o colostro, as células protetoras passam de milhões para milhares. A tribo gusii, do Quênia, valoriza o colostro, pois, segundo dizem, ele “engorda a criança”. ...

Além dos benefícios físicos para o bebê, a mãe também se beneficia com o aleitamento desde o início. Para dar certo, a amamentação deve ser “treinada” antes de o leite começar a fluir. Algumas mães são encorajadas a dar mamadeira para manter a taxa de glicose alta. Entretanto, é perfeitamente normal que o recém-nascido tenha pouca glicose no sangue durante algumas horas depois de nascer – a amamentação freqüente logo equilibra tudo. Mantenha o bebê por perto, dê a ele bastante contato corporal. Tente limitar o número de visitas até você se acostumar a amamentar o bebê.

(Folha Online)

Nota: ajuste perfeito entre as carências do bebê e os benefícios do leite materno. Como e de que forma esse coquetel da saúde foi ajustado para satisfazer as necessidades do recém-nascido? O colostro é rico em vitamina A que é exatamente o que o bebê necessita por ter inicialmente baixas reservas dessa vitamina. É uma vacina natural e beneficia a própria mãe. Se já é difícil, do ponto de vista darwinista, dar uma resposta para a origem da reprodução sexuada, imagine explicar o surgimento não planejado do colostro...[MB]
 

 

 
Menu



 
Saúde